Já imaginou engravidar logo depois de descobrir que está grávida?

Parece até que estamos falando de um grande absurdo, não é mesmo?

Mas a verdade é que isso pode mesmo acontecer.

Raramente uma gestação se enquadra no fenômeno conhecido como “superfetação”.

Entenda: um feto adicional é concebido dias ou mesmo semanas depois de seu irmão mais velho.

Esses bebês geralmente nascem no mesmo dia,  já que é clinicamente necessário, na maioria dos casos, induzir o parto ou fazer uma cesariana.

No entanto, gestacionalmente, um bebê é “mais velho” do que o outro.

A superfetação é muito mais comum no reino animal - entre os mamíferos está bem documentada em texugos, búfalos e panteras -, mas é quase inédita em humanos.

Para você ter ideia, apenas dez casos foram documentando na história da medicina.

E há quem suspeite de veracidade de alguns deles.

O fato é que nem sempre dá para detectar todas as ocorrências.

Afinal de contas, podemos facilmente confundir a superfetação com a gestação de gêmeos.

Alguns gêmeos podem apresentar uma significativa diferença de tamanho e força.

Isso pode ser resultado de uma condição em que um irmão consome mais nutrientes do que o outro dentro da mesma placenta, graças à anormalidade de conexões dos vasos sanguíneos.

Nesses casos, os gêmeos são sempre idênticos.

Nos casos de superfetação, os dois bebês nunca são iguais.

A diferença de tamanho é chamada de “discordância do crescimento” – e isso é muito comum.

As causasmais comuns são:

- Resultado da síndrome de transfusão feto-fetal

- Infecção congênita

- Anomalias cromossômicas

Alguns são “programados” para crescerem mais do que outros.

Alguns cientistas ainda são céticos sobre se a superfetação ocorre em humanos, e acreditam que deve haver alguma outra explicação para os casos registrados, uma vez que, quando a mulher engravida, a ovulação para.

Depois de a concepção ocorrer em uma gravidez normal, o corpo lúteo (e posteriormente a placenta do bebê) libera hormônios que impedem a ovulação.

Além disso, o revestimento do útero se espessa de maneira a impedir que um segundo embrião se prenda.

Finalmente, o colo do útero forma uma barreira conhecida como o tampão de muco, que é projetado para proteger o feto em desenvolvimento de micróbios que podem entrar no útero.

Isso também previne a infecção microbiana.

O tampão do muco também é uma barreira eficaz para o esperma.

Para resumir todos os itens acima: a superfetação é muito difícil porque três coisas quase impossíveis precisam acontecer para que isso ocorra:

- A ovulação deve ocorrer enquanto a mulher já está grávida

- O esperma deve, de alguma forma, passar pelo tampão de muco

- A fecundação ocorre em um útero que não está mais preparado para isso

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Embora nem toda história possa ser considerada confiável, a superfetação parece ter ocorrido em vários casos bem documentados:

Em 1960, uma mulher de Baltimore, chamada Mary Tress pariu o que parecia ser um par de gêmeos.

Estranhamente, o gêmeo primogênito, Anthony, parecia prematuro.

Raios-X foram imediatamente tirados dos ossos das coxas dos meninos, e os resultados mostraram uma diferença na idade óssea - o gêmeo segundo-nascido, Mark, parecia ter sido concebido dois meses antes de seu irmão mais velho.

Em outro caso, um casal do Arkansas, Todd e Julia Grovenburg, descobriu em 2009 que Julia estava carregando dois fetos, em vez de apenas o que havia sido detectado em seu ultrassom inicial.

Uma análise mais aprofundada feita por médicos revelou que seu filho Hudson havia sido concebido quase três semanas depois de sua irmã Jillian.

Ambas as crianças nasceram com segurança através da cesariana.

E um caso caso de superfetação mais recente, em 2016, um casal australiano ganhou as manchetes quando a mãe deu à luz meninas gêmeas, concebidas com dez dias de diferença.

Kate Hill estava recebendo tratamento hormonal para a síndrome dos ovários policísticos, uma condição que a impedia de ovular.

Ela aparentemente concebeu gêmeos em momentos diferentes, apesar de ter feito sexo desprotegido apenas uma vez durante esse período.

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