O endurecimento das artérias ou arterioesclerose é um distúrbio bastante comum e atualmente é a principal causa de morte no mundo ocidental.
 
A doença acontece quando existe o acúmulo de gordura, colesterol e outras substâncias nas paredes das artérias, gerando placas durante anos ou até décadas.

As placas vão deixando as artérias mas estreitas, fazendo com que elas fiquem muito rígidas, dificultando a passagem de sangue.

Sim, essa é mesmo uma doença séria e é uma das causas mais comuns de ataque do coração e derrame.

Sabe-se que os elevados níveis de colesterol no sangue, resultantes de um estilo de vida que não preza pela saúde, como uma dieta rica em gordura, por exemplo, entre outros fatores como álcool, sedentarismo e obesidade, é uma das principais causas do endurecimento das artérias.
 
Mas não é só.

Novas pesquisas sugerem a ligação da arteriosclerose à diversidade das "boas bactérias" em nossos intestinos.
 
Várias doenças - e, em particular, condições relacionadas à inflamação - estão ligadas à baixa diversidade do microbioma, que é o conjunto de bactérias encontradas na flora intestinal.

Além da relação com doenças intestinais, como a doença inflamatória intestinal, descobriu também que a baixa diversidade do microbioma está ligada a condições como artrite, psoríase, asma, eczema e alergias.

A equipe de pesquisa queria também determinar se a baixa diversidade do microbioma intestinal estava diretamente ligada à saúde deficiente do coração ou ao diabetes tipo 2 e obesidade.

Os pesquisadores tomaram medidas de enrijecimento arterial juntamente com dados sobre a composição dos microbiomas intestinais em 617 gêmeas de meia-idade.

Os resultados mostraram que a rigidez arterial foi significativamente maior em mulheres com menor diversidade de bactérias saudáveis ​​no intestino.

Os cientistas também identificaram bactérias específicas que estavam ligadas a um menor risco de enrijecimento arterial, incluindo bactérias associadas anteriormente a um menor risco de obesidade.

A autora principal, doutora Ana Valdes, da Faculdade de Medicina da Universidade de Nottingham e do NIHR Nottingham Biomedical Research Center, explicou: “Sabemos que uma proporção substancial de eventos cardiovasculares sérios como ataques cardíacos não é justificada por fatores de risco tradicionais como obesidade e tabagismo. Particularmente em pessoas mais jovens e em mulheres e que a rigidez arterial está relacionada ao risco nesses grupos. Portanto, nossos resultados revelam a primeira observação em humanos ligando os micróbios do intestino a uma maior rigidez arterial ”.

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Uma boa alimentação é a melhor forma de corrigir o problema e consumir gorduras saudáveis ​pode  ajudar a melhorar a diversidade do microbioma.

A coautora do estudo, Cristina Menni, do Departamento de Pesquisa de Gêmeos e Epidemiologia Genética do King's College de Londres, sugere que as abordagens dietéticas poderiam ser uma primeira linha útil para a prevenção.

“Há um interesse considerável em encontrar maneiras de aumentar a diversidade de bactérias intestinais para prevenir problemas como obesidade e diabetes. Nossas descobertas agora sugerem que encontrar intervenções dietéticas para melhorar as bactérias saudáveis ​​no intestino também pode ser usado para reduzir o risco de doenças cardíacas”.

A pesquisa, publicada no European Heart Journal, conclui que o risco cardiovascular que não é explicado pelos fatores de risco usuais poderia, no futuro, ser melhorada com atenção à saúde do microbioma intestinal.

Seus resultados também sugerem que o direcionamento do microbioma através de uma dieta que inclua fibras e probióticos saudáveis ​​pode ser uma maneira de reduzir a inflamação e, portanto, o risco de doenças cardiovasculares.

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